agosto 31, 2011

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" E um dia ela viu
Aquela história de príncipe e cavalo branco 
era tudo pataquada. 
E se existe palhaço sem o vermelho no nariz
A história foi inventada!
E nunca vai existir o tal do final feliz, isso é fato"
NCS

abril 18, 2011

O adeus do Jacaré

 "E foi uma descoberta de um paraíso dentro do inferno. Porque o Brasil é um inferno e o Capingüi um paraíso"

João Carlos Tiburski, assim constava o nome do professor no comprovante de matrícula.
Tiba, assim era chamado por todos dentro da Universidade e da Faculdade de Artes e Comunicação.
Jacaré.Assim era chamado apenas por quem realmente gostava dele.
O nosso jacaré. Aquele que demorava pra entrar na sala de aula e saía tão rápido qeu a gente não via. Era um mestre, sabia muito o Jacaré. Ensinava muito mais nos corredores do que na sala de aula. Quanta coisa aprendi parada em frente a "A Vara" pertinho dos banheiros, quantas histórias eu ouvi enquanto tragava mais um cigarro no banco da FAC. Ele que vinha pigarreando e tossindo, sempre! e que me apresentou um tal pózinho que mais parecia café, que ele ficava cheirando e cheirando e dizia "isso aqui é pra não ter vontade de fumar ,jacaré" .
Ele que muito lia meus textos e sizia "Manda esse pro Crônicas, tenho certeza que vai" e eu mandei. Porque o Tiba disse. O jacaré falou. E quando o texto realmente foi selecionado, veio ele se oferecer para mostrar quantos votos de sim tinha recebido, e todo contente : "a tua vai ser ilustrada jacaré." 
Tivemos brigas também. Discussões políticas eram as mais fervorosas,realemente.Mas não tinha nem comparação com a fúria dos alunos que tinham aula no sábado de manhã. Era uma tal história de chegar as 8 e ir embora menos de duas horas depois. Cerca de 9:30 ou 9:40 da manhã, o Tiba começava a ficar ansiado e perguntar se já tínhamos entendido a matéria, se já havíamos terminado as atividades,afinal "Fim de semana é dia de ir pro Capingui,ir no sábado e voltar no domingo". E com aquele jeitão dele, ele conquistava os alunos. Conquistou a gente. Ganhou a gordinha. Mas nesse domingo, ele não voltou. Nadou pela última vez, ficou aonde mais gostava. Na água, aonde jacaré tem que ficar.
Ele, que era amante da boemia, da cultura, da leitura, das artes. O nosso Bukowski faquiano.Como disse meu colega Artur "Vai o mestre, ficam seus discípulos." Foi mais do que matéria o que ele nos ensinou, foi um estilo de vida. Ele nos ensinou a ser  mais que jornalista, nos ensinou a ser o jornalismo.
Vai com Deus Tiba, sei que você já deve estar tomando um vinho aí em cima, apenas esperando e esperando. Não é a toa que o tempo está assim, fechado, chovendo.O capingui está em luto.A FAC está em luto. O jornalismo brasileiro está em luto.
E nunca mais ninguém me diga que jacaré não entra no céu.

abril 04, 2011

Quase uma Ingra (:




“Tenho cérebro masculino, como lhe disse, mas isso não interfere na minha sexualidade, que é bem ortodoxa. Já o coração sempre foi gelatinoso, me deixa com as pernas frouxas diante de qualquer um que me convide para um chope. Faz eu dizer tudo ao contrário do que penso: nessas horas não sei onde foram para minhas ideias viris. Afino a voz, uso cinta-liga, faço strip-tease. Basta me segurar pela nuca e eu derreto, viro pão com manteiga, sirva-se.”
Martha Medeiros 

março 31, 2011

O palhaço pena, quando cai o pano e o pano cai.






"Devemos visitar os bastidores de nossa alma, fantasiados de palhaço. 

 Dessa forma, podemos sorrir de nossas falhas e tripudiar das inseguranças,
 atraindo-as para o nosso maior aliado: o picadeiro.
É aqui, que as feras de orelhas enormes minguam
ao som dos aplausos de Deus e dos nossos amigos."

Augusto Vicente



março 16, 2011

Fragmentos



"- Você tem um cigarro?
- Estou tentando parar de fumar.
- Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
- Você tem uma coisa nas mãos agora.
- Eu?
- Eu."
Caio Fernando Abreu

março 09, 2011

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Força para escrever era o que eu queria.
Mas eu não tenho...
Hoje não tenho...
Devolva o meu chão por favor.
 E se for possível, meu amor próprio também.
(NCS)

fevereiro 22, 2011

"Eu quero a sorte de um amor tranquilo...


...com sabor de fruta mordida" já dizia o Cazuza. 
Ok, não posso discordar.E muito menos concordar. O que eu quero , também não é a realidade inventada da Clarice.
Eu quero pegar as nuvens, saber o nome de todas as estrelas, pintar o céu de rosa e te entregar o meu pacote cor-de-creme.Eu quero cozinhar todos os dias por prazer, pintar alguns quadros, fumar o meu cigarro em paz.Eu quero que você me leve café na cama, mas só as vezes, se não eu acho muita frescura.Eu quero escrever as melhores matérias, ajudar o pessoal da comunidade, ganhar uma fitinha do Bonfim. Fazer muitas tatuagens, aprender a jogar bisca e xadrez também.Eu quero que você proteja a mim e aos nossos filhos como um leão cuida de suas crias.Eu quero muitos esmaltes.Eu quero um abraço. Eu quero correr na chuva.Eu quero alguém diferente mas ao mesmo tempo igual. Eu quero uma fogueira, uma praia deserta e um violão. Eu quero morango com chocolate, que me ensine alguma coisa e que nunc ame faça chorar. Eu quero a solidão de dois. Eu quero a satisfação de um. Eu quero vida, eu quero brilho. Eu quero tudo, eu quero nada. Eu quero você.Eu não quero ninguém.
Se quero mesmo alguma coisa?

Nem eu sei.

fevereiro 21, 2011

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"Eu quero, eu espero um futuro contigo, já ouvi isso de um cara. O mesmo que naquele dia me fazia sangrar.
Não, ele não me abandonou apenas.Deixar a minha alma sangrando era pouco.Ele queria mais, queria ver , talvez sentir o sangue quente escorrer da minha boca. Foi um soco, apenas um, mas certeiro. Eu não era uma mulher pequena, ele era menor que eu, mas era homem.E conseguiu me acertar em cheio.
Naquele momento eu perdi o meu orgulho, a minha dignidade, a minha alma.
Meus sonhos tinham sido entregues a ele, embrulhados em um papel de seda cor-de-creme.
Nossos filhos, nossas memórias, passeios no parque e cafés na cama; tudo aquilo estava nas mãos dele. Mãos essas que me golpearam..." E o texto não fluía mais. A criatividade secara, as inspirações desapareceram...
ela levantou, pagou o café e foi embora. Histórias tristes não tinham mais desenrolar. Achou que estava na hora buscar inspiração em coisas felizes, em alegria que não cessa, em brilho constante em cantos perdidos de uma alma vibrante. Chegou na porta e parou.Se viu no reflexo, acendeu um cigarro.O pacote cor-de-creme estava embaixo do braço esquerdo..."Agora sim, eu vou escrever."

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"Não grite sua felicidade tão alto, a inveja tem sono leve"
(Artista Desconecido)



Ps.:Juro que volto a escrever logo 

janeiro 08, 2011

Começa aqui

uma série de mini contos, mini crônicas, historinhas ou como quiserem nomear.
São relatos de situações vividas (ou imaginadas) por mim (Ingra Costa e Silva),pela Vanne (Vanessa Lazzaretti) e pela Manu (Emanuelle Farezin). Com Vocês:



"O que a gente fala quando eles não escutam"
Episódio de hoje: Ida ao Bokinha.
Era uma sexta-feira e depois de toda aquela correria e final de ano com a família (de sangue) finalmente se reencontra a "Família Pedro Antônio" (nome de batismo do nosso apê,também conhecido como Tonhão) e precisávamos sair para comemorar nosso início de ano.Mas parece que todas as casas noturnas (as boates, não as zonas) resolveram folgar.Ou entraram em férias coletivas e não avisaram ninguém.Nos restou ir para o Bokinha, um barzinho aconchegante , frequentado por pessoas mais cults. Nos arrumamos e depois de ligarmos pra muitos amigos e todos eles boicotarem nossa companhia, resolvemos ir sozinhas, a pé mesmo. 
E depois de algumas quadras, avistamos eles.Agiam em dois e estavam sentados num banco da praça.Eram grisalhos e quando fomos nos aproximando começaram os cochichos...Passávamos quase na frente dos pobres velhinhos quando iniciam-se os comentários "Gostosas, estã indo aonde?" "Vem aqui comigo" "Se eu te levo pra minha casa" e coisas do tipo. Passamos caladas, claro. Três meninas sozinhas e indefesas na noite violenta de uma cidade dos pampas não podem ficar dando bola pra esse tipo de coisa. Mas depois que passamos eu precisei olhar pras meninas e dizer : "Velho broxa, nem deve mais levantar esse pinto." Trajetória completa. 
"Garçom traz uma Polar. 
Ah!Traz duas de uma vez."
"Mais alguma coisa moça?"
"Não Obrigada"
Ele vai pra copa
"Se eu te peeeeeeego garçom..."
E o nosso primeiro brinde de 2011.Porque segundo a Manu:
"Se não brindar, é um ano sem dar."
E Deus nos livre dessa maldição.

janeiro 04, 2011

Religião. ou Fé?

O que é o certo: ter uma religião ou ter fé? Existe um certo? Quem é você pra julgar o certo?
Começo meus devaneios de hoje ouvindo uma rádio evangélica, "mas Ingra, tu não é Umbandista?"
ta, e daí? O Deus não é o mesmo? Jesus não é o mesmo? Pra mim é.
E isso basta.
Choca-me o quanto os jovens se distanciaram da fé.Não da religião, da fé mesmo. Já vi jovens que  vão ao culto, missa ou seja lá como denominam, TODAS as semanas, sem falha.Domingo é o dia de ir, pãrãrã. Tô aqui, tô rezando, olha mãe. Mas na sua cabeça e na sua alma,ele não sente nada. São palavras, frases, cânticos decorados e proferidos automaticamente sem um pingo de sentimento ou de verdade.
Geralmente essas pessoas são aquelas fanáticas religiosas, que odeiam a religião dos outros e simplesmente tenta te converter todas, mas TODAS as vezes que você conversa com ela.
"Opa seu João, como vai a família?"
"Vai ótima, e a sua?"
"Tudo bem também."
"Lembrei de ti essa semana, a gente tá fazendo um retiro..."
É nesse momento que você tem vontade de gritar "FUJAM PARA AS MONTANHAS!"
É chato. É constrangedor. As pessoas não percebem que se você quiser visitar a igreja, capela ou seilá o que dela você vai pedir? Convidar uma vez, nas entrelinhas é até legal, te desperta a curiosidade. Mas ficar insistindo todas as vezes que te encherga, é chato pra caralho.
Eu já fui em tudo quanto é coisa.Católica, Luterana,Budista,Espírita, Seicho no ie,Umbanda,Quimbanda,enfim, penso que como jornalista o mínimo que eu tenho que fazer é conhecer. Mas confesso, só vou quando o convite é singelo, educado, e me desperta curiosidade.Sim , sou um ser inquieto e quero ver tudo. Mas na manha, sem pressão :)
Sabe, eu sou muito devota. De Deus mesmo, creio nele, muito mesmo. Creio em santos, orixás (antes de dizer alguma bobagem procure no google "sincretismo umbanda".Obrigada.) , minha família sempre foi de muita fé (pai médium e aquela coisa toda) e eu não consigo entender esses jovens, que pensam que existem por si só, são os fodões e não precisam de força nenhuma.
Porque pra mim, é isso que é a fé: uma força, poderosa, com a qual podemos mudar as nossas vidas.
Sim, minhas idéias são confusas; e acho que ainda não aprendi uma maneira de ordená-las de modo conpreensível.Mas por hoje é isso. :)
Creia, "1 São João 4:4 - Maior é o Espírito que está em vós do que o que está no mundo." e é Ele está em nós. Ele é o Senhor, seja na Umbanda ou na Quadrangular, seja Deus ou Oxalá "...limpará dos seus olhos todas as lágrimas, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas ♪"
Quem crê não se arrepende.Mas quem crê de verdade, com o coração. 
Chega de preconceito com as religões alheias, a intenção de todos é a mesma: chegar à Ele. 
A única diferença, é que escolhemos caminhos diferentes.


dezembro 10, 2010

álcool, nicotina, bar e Beatles.


Ingra Costa e Silva

o papel de parede era descascado. eu ali, sentada num canto daquele bar imundo que lembrava uma taberna desses livros antigos. sorvia um wiskey sozinha. meninas direitas não bebem, já dizia minha mãe. ainda mais em bares. ainda mais sozinhas. mas do jeito que minha vida estava, desculpa mãe, mas eu só tinha uma coisa pra dizer: FODA-SE!
sentada num daqueles bancos que as baixinhas mal alcançam os pés no chão, e rodeada de quadros clássicos como Beatles e Amelie Poulin, puxei da bolsa o meu Bukowski e me pus a divagar. entre goles e palavras(lidas) , saía daquele mundo falido e fodido e ria com o pensamento de que Bukowski podia ter uma vida igual a minha. a vantagem de freqüentar estes lugares, é que o garçom não te importuna e sabe quando tu quer alguma coisa, que tu nem precisa chamar. é como se ele se materializasse do teu lado. o pessoal que freqüenta é maluco tanto quanto você (ou ainda mais) e se tu fumar um cigarro ou uma carteira lá dentro, estão todos pouco se lixando.
parece puta, diria minha avó, bebendo e fumando numa bodega!, coisa de homem ou de meretriz. um abraço pra ela. esse tipo de pensamento me faz falar de novo: FODA-SE! pelo menos ali era uma bolha aonde meus problemas não conseguiam penetrar. peguei um cigarro na bolsa. puta que pariu cadê o isqueiro? e quando levanto os olhos, ainda com o pito na boca, vejo que no canto oposto do bar tem outro esquecido, como eu. esquecidos pelo mundo. esquecidos pela sorte. (talvez até esquecidos pelo garçom, que desapareceu). na tentativa frustrada de embriagar os problemas. e se afundando na vida boêmia, mesmo que de maneira singular, assim como eu. ele tragava calmamente seu cigarro. e eu aqui, sem isqueiro. lembrei dos filmes de décadas passadas quando os cavalheiros, ao verem uma moça pôr o cigarro na boca, já tinham o fogo engatilhado. puxavam rapidamente o isqueiro brilhante e prateado e com o peito estufado seguravam aquela chama flamejante. seria legal se ele fizesse isso.bem legal.
ele também usava All-Star. uma camiseta do Paul e um jeans surrado. o cabelo era bagunçado e os olhos amendoados. achei interessante. fiquei olhando. desci os olhos para o meu Bukowski e lembrei do isqueiro. novamente me pus a revirar a bolsa. minutos passaram. nada. cansei do azar . subi os olhos e o cara tava ali do meu lado.
“quer fogo moça?” com o braço estendido e o isqueiro na mão. olhou o que eu lia. ele também gostava de Bukowski. era pouca coisa mais velho que eu. tinha a mesma profissão que eu. tocava violão, tinha uma banda de garagem que eu nunca ouvira falar mas segundo ele, uma hora dessas ia estourar. fazia vocal às vezes. a voz dele era muito, mas muito envolvente e eu não duvidava nada que ele conseguisse o que queria se falasse um pouco mais manso. falamos de Lucys, Judes, Helps e  Strawberrys. fossem forever ou não. e entre copos e palavras (agora proferidas) passaram-se horas até o garçom começar a levantar as cadeiras e limpar as mesas. ele me acompanhou até a maldita pensão que me arrisco a chamar de casa. me beijou antes de ir. disse que ia me ligar. mas ele não acendeu o meu cigarro. Let it Be.

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Essa crônica é resultado da falta de alguns dos itens citados acima, numa madrugada solitária de sexta-feira.
Ingra. 10/12/2010

dezembro 01, 2010

Sobre a imagem móvel da eternidade imóvel.

Hoje não é um dia bom. Eu não estou numa semana boa e as coisas não tem dado certo ultimamente.
Sim, eu sei que você meu querido leitor e seguidor nada tem a ver com isso, mas mesmo assim, se julgo
importante, publico. Digamos que eu passo por um daqueles momentos da vida que a maior vontade é de jogar tudo pro alto e sumir, olhar pra vida e dizer :"Deu pra ti!" , largar todos os proiblemas e sair correndo. E é vivendo isso, que recebi um email mutio fodástico de um amigo, e que não poderia chegar em hora melhor.
Além de ser uma injeção de ânimo, de esperança de que tudo vai passar, me foi também um pouco nostálgico pois um dia, já recebi de alguém muito importante, uma carta queque tinha o mesmo sentido, apesar de usar de palavras diferentes.
Esse email, além de tudo, me trouxe lembranças. Não sei se lembrar foi bom ou ruim, pois ao mesmo tempo que com um encabulado sorriso lembrei o que tal carta desencadeou , também lembrei que foi algo que saiu da minha vida e que infelizmente eu não mais tenho acesso e muito menos controle. Enfim, desculpem-me por esse emaranhado de palavras desconexas. Segue o texto do tal email.



"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; 
Tempo de abraçar,e tempo de afastar-se de um abraço;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz."
 
E eu sigo aqui, esperando descobrir em qual tempo eu me encontro.

novembro 17, 2010

Estranho mundo Particular


O meu mundinho cresceu. Fico em dúvida se fui eu ou se as coisas realmente mudaram, mas na verdade acho que é um casamento das duas mudanças: a minha e a do meu mundo. Nunca fui considerada muito normal, eu admito. Ainda lembro o meu primeiro dia de aula, todas as crianças choravam , esperneavam ou corriam pelos brinquedos da pracinha; já eu peguei um livro, comecei a olhar as figuras e fiz xixi ali, no meio da biblioteca, e quando perguntaram por que não tinha ido ao banheiro, calmamente eu respondi: ”Eu não tinha terminado de ler.”
Prazer, eu sou a Ingra. Desse jeito mesmo, INGRA! E é nome, não apelido, como muitos perguntam; e a minha mãe fui influenciada pela novela sim, como a maioria das mães da década de noventa. Meu nome fora inspirado na Ana Raio. Curso Jornalismo. Minha mãe não vê a hora que eu case, meu pai quer um neto e meu irmão acha que eu devia virar hippie ou puta, para ele tanto faz. Estudo na FAC, e não me vejo em nenhum outro prédio. Pra ser bem sincera, acho até que tenho um amor recolhido pelas paredes desse prédio, e sou absurdamente encantada com as pessoas que ali habitam. Nunca, na história desse país (um salve pro Lula) eu conheci pessoas como nesse universo paralelo da Comunicação. Posso dizer que eu me encontrei. Que vivo em um mundo aonde as pessoas não se importam se tem o corte de cabelo da moda, escutam Beatles e suas festas se fazem tendo apenas um violão. Ali, as pessoas não se importam com a opinião alheia, elas só querem ser felizes. Seja parecendo uma calopsita ou tendo uma bunda que ninguém acredita que é de verdade. O que importa, meu amigo, é não se importar com os outros. Complicado isso, não é? Nem tanto. Descobri que as coisas são muito simples, quem as complica somos nós. A felicidade pode estar em um papo jogado fora em uma escadaria mágica que atrai todo mundo que passa, num café “passadinho” que custa apenas um real, na cantoria desafinada de clássicos brega com o professor Cléber Nelson, nas histórias da Garça do Tiba, na irreverência da professora Goréti, nos colegas de curso, de prédio ou apenas companheiros de escada,cigarro ou de copo, que sempre tem algo que nos faça rir e que nos acrescenta de alguma forma... A felicidade está ali, na grama com caspa da FAC, impregnada nas pareces que expiram melodia, está nos laboratórios que tantas vezes já te fizeram rir com a turma, ou chorar por não conseguir gravar aquele áudio... A felicidade está ali. Pode ser só para mim, talvez este seja o novo “estranho mundo de Ingra”, ou talvez seja para todos que se aproximam do mundo da comunicação, representado por aquelas pinturas, pela música que não cessa, pelas pessoas de todos os estilos...  Mas isso eu não tenho como te responder. Ficou curioso? Dá uma passada no D2, ouvi dizer que tem uma escada maravilhosa lá.

novembro 10, 2010

de algum lugar ;]

"Mal te conheço, mas já te quero.
Sinto saudade do teu perfume que nunca senti
da tua pele que pouco toquei,
dos teus lábios bem desenhados
que anseio dizer que me entreguei.


Teus cabelos rebeldes bagunçados com o vento
E os ombros.Ah!Estes ombros largos
que levemente se inclinam
enquanto você divinamente galopa.


Como um guerreiro em seu alasão.
Como um deus,
montado no mais belo dos animais.
ou um príncipe, que para resgatar a princesa
vai enfrentar o dragão.


E a barba cerrada, que esconde esse queixo quadrado.
Barba tímida, apresentando-se apenas.
e que eu profundamente desejo ,poder gemer baixo
ao senti-la raspando em minha face.


Como pode alguém que não escuto
não vejo
não toco
me abalar de tal maneira?"

(Ingra Costa e Silva)

e deixar rolar sem querer saber o fim ♪

outubro 07, 2010

Sabe que o show de todo artista tem que continuar

 ♪Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha
Pode se machucar...
♫
(Elis Regina)

setembro 09, 2010

Nostalgia

Caxias do Sul
2 a 6 de setembro de 2010
Intercom.


A Intercom é uma instituição sem fins lucrativos destinada ao fomento e a troca de conhecimento entre pesquisadores e profissionais atuantes no mercado.A entidade estimula o desenvolvimento de produção científica não apenas entre mestres e doutores mas também entre alunos e recém-graduados em comunicação,oferecendo prêmios com forma de reconhecimento aos que se destacam nos eventos promovidos pela entidade. Um desses eventos, é o Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, carinhosamente chamado de Intercom Nacional. Neste evento, há um assunto instaurado como tema do Congresso que leva ao debate em vários tópicos como televisão, cinema, rádio, etc.
Não há a necessidade de dizer o quão importante e gratificante é um evento desses. Pois o lugar aonde acontece o Congresso, exala conhecimento. As informações são absorvidas em todas as palestras,todas as oficinas,todos os papos, todos os cantos, todos os cafés e todos os cigarros. Contatos são feitos em cada ida até o bar, para comprar um pastel. Pessoas se tornam seus conhecidos em cada momento de descontração nos bancos da UCS, e conhecidos se tornam amigos ao te pedirem as horas ou um cigarro.
Pessoas. Amigos. São as palavras que me veem à cabeça no momento que falo Intercom.
Foram os quatro dias mais intensos que eu já vivi. É como se toda a minha vida tivesse se resumido a esses dias. Momentos maravilhosos é  que eu posso dizer.
As corridas para pegar o café da manhã do hotel... Andar na nossa van que tinha o nome mais divertido do mundo :Carrossel! fazer tour pelas ruas de Caxias.Cantar enlouquecidamente toda e qualqeur música que tocasse no Carrossel. ter o motora mais gente fina do mundo, que parava com a van na frente das baladas e ainda abria a porta pras meninas descerem. E que fazia milhões de mapas para chegarmos até as boates...
E os companheiros de viagem então...

  
Quantas risadas demos do Adriano bêbado querendo jogar carta, ou quando tivemos que nos revezar no colo dele para caber no taxi e ele não parava de falar "cadeira...cadeira...cadeira...cadeira"

ou do Bica, (ops! O Bica morreu!) do Felipe com seu jeitinho manso de Aluízio, suas crises de ser engraçado... Suas piadas detalhadamente interpretadas ou a sua monobola na pizzaria.


A Simoni daquele jeitinho de sempre.Dançando até o chão,fosse conosco ou com algum cara na balada , entornando a garrafa com a gente enquanto aguentássemos e sempre lembrando das nossas pérolas.Oremos amiga, oremos.


A Vane que sempre queria tentar alguma coisa... Ela tocou violão, tocou pandeiro, cantou, segurou galinha, tomou chimarrão, pegou o facão, se ensaiou pra dançar xula, dançou a Tarentela, enfim... Nos fez muito felizes com todas as suas peripécias.


A Mariel falando tudo corretamente, apavorada com suas colegas mundanas e seus vestidos minúisculos. A que mais se preocupava com as palestras e as oficinas.Soltou diversas pérolas durante a nossa viagem, como 'Madonna Mia' e "Meninas eu não vou ficar com ninguém"!


E a Tati, nossa amiga MB que fez e aconteceu nesse Intercom. Que bebeu com todas, brindou com todas, gastou perfume, levou as melhores balas da viagem, teve que aguentar comigo o colo do Adriano, caiu no banheiro, teve sua risada eleita como a melhor do Intercom e do Carrossel e nos deu momentos maravilhosos.







E tem aqueles amigos queridos que encontramos depois de muito tempo sem ver, com certeza foram muitos, mas não posso negar que eles foram os destaques do meu Intercom


O Mateus sempre bêbadinho, berrando e caminhando sozinho pelas festas. Que me puxava de um lado pro outro,me abraçava e dizia "Eu tô muito bêbado Ingra". Que quase morreu do coração junto comigo quando o Gi sumiu da festa no Havana. Que durante o dia só nos víamos correndo pelos corredores da UCS indo de uma oficina para outra sem poder ao menos parar pra bater um papo. Que sentiu a dor no meu coração quando chegou a hora de dar tchau e que junto comigo deixou essa dor correr pelos olhos.Amigo de alma...

O Giovani , meu beiçudinho do core. Aquele amigo acima de qualquer coisa, que conversa comigo todo dia no msn, que nos contamos nossas aventuras, gritamos nossas vitórias e desabafamos e choramos nossas derrotas. Que fez meu coração pular quando eu vi ele depois de tanto tempo, e que quase me matou do coração quando sumiu da festa. Que me fez ter a necessidade de ver se ele estava em segurança no hotel para poder dormir tranquila. Que passou ao meu lado grandes momentos, quiçá os melhores dessa viagem...Amigo de verdade...


E tem aqeulas pessoas que eu posso dizer que realmente conheci nesse Intercom
A Patricia de Ijui, a menina linda dos olhos verdes que eu nunca sabia o nome.
O Manuba que com certeza é uma das pessoas mais divertidas e mais puras que eu já conheci em toda a minha  vida e que vai me fazer rir toda vez qeu eu ver um pote de Hellman's.
O João Guilherme e se sutaqui pernambucãããnu.
O Adan que era meu amigo de twitter e que eu encontrei perdido pela UCS.
O Wellington meu amigo paulista que quase caiu ;x ashuauhsshau
O Baiano e seus cabelos sem noção (na verdade todo ele é sem noção) =]
O Darby e seu nome de marca de cigarro ahushuasuhuas
O Rafael falando de capoeira e mostrando toda hora o seu piercing de dado.
O Niggaz que me emprestou sua caneta de Tag e ficou conversando comigo sobre DBS e SNJ.
Os meninos do Tio Chico e suas danças fenomenais...
E os meninos da bandinha que tocaram uma música pra menina da mochila colorida *.*

Enfim...foram tantos momentos que ficaram marcados na memória, tatuados na alma e no coração.
Admito sim, sem vergonha alguma que eu chorei quando acabou tudo aquilo. Chorei muito, feito criança. não queria mais vir embora, aquele mundo encantado da comunicação qeu sempre me fascinou estava me mostrando o porque de eu amar tudo isso sem ao menos conseguir explicar. Mas como todo sonho acaba, chegou a hora de acordar e voltar para o mundo real. Viver sonho bom desses denovo, só daqui um bom tempo.




E já adianto: em  Londrina. E depois, Pernambuco. o/



nos vemos lá.
♥

agosto 18, 2010

“Se isso lhe serve de consolação, que se antes de cada ato nosso nós pudéssemos prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos se quer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar. Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todo os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para pode comprova-los, para congratular-nos ou pedir perdão, aliás, há quem diga que isso é que é a imortalidade de que tanto se fala.”



José Saramago.



agosto 02, 2010

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
(Fernando Pessoa)

julho 07, 2010

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"Perdida.
É assim que eu me sinto.Sem saber qual rumo seguir.
Quando nada faz sentido, as pessoas que deviam estar na sua vida não estão e as que não deviam estar estão, o que se faz? Há algum manual de instruções para ser usado nessas horas?
Algum procedimento de praxe à ser seguido? Alguém saberia me responder?
Carência, talvez seja isso... Necessidade de atenção....
Ou falta , apenas a falta de alguns papos jogados fora.
Ou nada disso.
Ou tudo isso.
Quando o mundo parece tão rápido.
Ou que você está em câmera lenta.
As músicas  te tocam no fundo da alma.
E um simples bom dia te faz ganhar o dia.
Ou perdê-lo.
Maldita TPM, acaba de uma vez."