janeiro 30, 2013

Talvez eu (realmente) não saiba amar



Entrego-me antes da hora
Fujo na hora de ficar
Beijo na hora de bater
Bato na hora de beijar.

Vivo às avessas
Sem criar raízes
Amo assim,
Controversa.

Uma parasita em mim
-foi o que ele disse

Parasitas sugam, é verdade
E eu te suguei.

Suguei inteiro
Sem dar folga.
Senti-te meu
Senti em mim.

E ainda sinto.
Esperando que um dia
Quem sabe
Tenha um pedacinho teu
dentro de mim.
-ICS

janeiro 29, 2013

janeiro 28, 2013

Das lágrimas de chuva


Quando as lágrimas secam
O corpo pede alma
A alma pede calma.

E as feridas do passado
transformam o presente
em dor.

Com a falta de amor
tudo sem cor.

E se for,
me leva.

Por favor.

-ICS

Já falei que não te amei



Senti o teu perfume quando acordei

De olhos fechados respirei fundo

...

Ouvi nossa música no meu pensamento

Senti-te ao meu lado.

...

Coloquei a mão no que sobrava da cama
Você não estava ali
E nunca estará.

-ICS

Tenkio


janeiro 13, 2013

Tomando os versos de João Freitas e adequando à minha maneira:


"Sou o resto de uma raça

Por isso sou sorridente
Sou passado, sou presente
Que se espalha no além 

E se não bastasse tudo isso
Sou Costa e Silva também!

Taquariana Sangue no Olho
Bicho ruim de faca na cinta
Do João Amaro tem o sangue
E pra quem não presta
Não facilita

Eu não nego minhas raízes
A humildade deles herdei
Posso ser o diabo pra quem não me aprova
Mas dou todo o amor 
Para quem já me têm."

-ICS

janeiro 07, 2013

Eu não quero esperar!

Era o refrão do reggae que tocava
Enquanto minha mão repousava na tua coxa

Teu sorriso sem vergonha
Me convidava a ser tua.

Enquanto beijava de leve meu ombro nu
Minha mão te segurava forte

Minhas unhas compridas,
Cravadas com força em teu  braço,
Deixaram pequenas marcas de sangue.

Uma tinta para escrever nosso romance...
Que em seguida foi lavado com o suor de nossos corpos.

Te quero pra sempre.

But I dont wanna wait, today
For something, that might never
Ever show is face again ♪

-ICS

dezembro 18, 2012

Nada



Eram dois estranhos. 
O maior contato que haviam tido 
Foi uma troca de olhares, 
bêbados, em frente à um bar qualquer.

Ele, saído de um relacionamento conturbado de muito amor e poucas brigas.
(ou o contrário).
Ela, com uma lista gigantesca de relacionamentos fracassados.
Em comum: a dor. E só.

Resolveram conhecer-se melhor.
Ninguém tinha nada a perder.
Já haviam perdido tudo que podiam.
Suas vidas já estavam no fundo do poço.

E depois do fundo, o que há?
Nada.

Nadaram então.
Num mar alcoólico, riram juntos.
Quiseram-se, desejaram-se.

E fizeram-se felizes.
Mesmo que por poucos segundos.

-Você me faz bem
-É, você também. Mas eu não falei nada por medo que pensasse que estou apaixonada.
-Sei que não está. Que não estamos.
-Mas é bom- disseram os dois juntos.

Um temporal lá fora
Abraçados, então, dormiram.

Sem sonhar com nada.

-ICS

dezembro 11, 2012

Morena... e só!


Deixe de lado essa loira

O que tinha que ser já foi.



Lugar de passado

é nas lembranças



E só.



Chega desse apego bobo

Ao que vocês viveram.



Assim como o amor de vocês

O que foi bom passou.



Sim.

Amores se vão.

Lembranças não.



Então faça o favor, moço

De tocar a tua vida.
Nunca só. 


Guarde aqueles cachos dourados

No caderno de recordações.



No porta retrato
Ao lado da cama

A tua morena.


E só.



-ICS

dezembro 03, 2012

Dos sonhos que nunca se realizam

E ouvindo uma valsa
Lembrei-me de seu rosto
Emoldurado por cabelos bagunçados
e barba por fazer.

O nariz levemente odunco
e os olhos brilhantemente tímidos.

Timidez essa, muito menor
Que a de suas mãos
que relutaram em passear
pelas curvas do meu corpo.

Lembrei-me de seu beijo
Ah, que beijo!
O encaixe perfeito dos seus lábios
Com os meus.

O maravilhoso passeio
Da sua língua sobre a minha.

Te quis mais uma vez
E outra
E outra
Nem ouso pensar até quando

Só sei que quis.
-ICS

novembro 22, 2012

Partes de mim

*Um poema escrito a quatro mãos*

Parte II

Volte!
Preciso do seu corpo uma última vez.
Mas não fale nada!
Já me disseste tudo
Que podias dizer.

Só quero me despedir

Sei que deixei marcas profundas
E que minha lembrança
é um tormento de prazer

A partir de agora
A cada gozo lembrará meu nome

Desejo que busque meu corpo
e não encontre

Quero que o desejo consuma sua alma.
Quero que me procure pra eu dizer não.
Que me siga para me ver com outros
Que me veja sendo tocada

Quero que se arrependa de ter ido embora
Quero ficar molhada te vendo olhar
Quero que seu castigo seja longo

Não existe dor pior do que a dor do abandono.
Não se ofereça como amor possível
Não hesitarei em te fazer sofrer.
Enfim, há algo de excitante nessa vida.

Nunca vivi vida bandida.
Poderosa, dona do seu prazer
Vivi vidas de amores românticos
Amo me descobrir.

Às vezes invento dores para poder escrever.
Hoje vou inventar prazeres.
Quero inventar loucuras.
Quero saber que vida é essa.
Eu ainda não sei.
Não sei?
Sei.


-Ingra Costa e Silva e Leonardo Lima


Partes de mim


*Um poema escrito a quatro mãos*


Parte I

Às vezes eu invento dores para conseguir escrever.
Pois nem sempre falo de mim agora
Às vezes, falo de alguém que gostaria de ser
Um alguém que já fui outrora
Ou de uma sensação que quero viver.

Escrevo pra registrar a vida,
O que vivo, vivi e inventei
Escrevo de amores que nunca tive
Da solidão que nunca vivo
Das lágrimas que não derramo
E do desejo que não sei se existe.
Interpreto tudo que escrevo.

Enquanto digito na minha velha máquina
Sinto as dores de um amor impossível
O tesão que exala pelos poros
A felicidade de um amor perfeito
Sinto até a dor do abandono
De um amor que era impossível...
Espere!
Essa é real...Não é?

-Como pode ser real sendo impossível?
A dor que sinto eu inventei!
Inventei, pois gosto do drama da partida-
Inventei pelo romance dos momentos de saudade
Pelo desejo de um reencontro
Pelo amor romântico do seu regresso
Ou apenas, por querer seu corpo sobre o meu mais uma vez.

- Ingra Costa e Silva e Leonardo Lima


novembro 21, 2012

Tchau e bença




E então você se apaixona.
Tudo fica lindo!
O mundo mais colorido
Os dias mais interessantes.

Toda vez que ele passa você fica embriagada com o seu perfume
O cheiro dele faz-te imaginar as maiores obscenidades

Moreno, com os braços bem desenhados
O queixo quadrado - ponto fraco-
E aquela barba rala que raspa no rosto
.

Ele também te quer.
Você vê o desejo em seus olhos
Vê o interesse através de cada palavra
Em suas infindáveis conversas

Você sonha todas as noites
Com a hora d’aquela barba
Roçar todo o teu corpo...

O que nunca vai acontecer!

-Ele tem namorada- disseram hoje

E eu?
Sorri, tímida
Com a sensação de ter levado um soco no estômago.
Derrubei uma lágrima pelo amor que nem senti
E parti pra outra.

Afinal, paixão nada mais é do que um desejo doentio.
E doente eu posso ficar a qualquer momento!

-ICS

novembro 12, 2012

E tu, te lembras?

Fiz e refiz contas 
Sem chegar a qualquer resultado.
O fato é que não me lembro 
Quando foi meu último beijo.


Falo de beijo mesmo! 
Daqueles de esquecer o mundo, amolecer as pernas, entregar-se por inteiro!
Daqueles que o outro percorre tua boca sem rumo certo.
Sem saber o destino final.


Tic tac...
Os anos passam.
E talvez minha lembrança seja tão distante
Que eu nunca mais me lembre.

-ICS

novembro 08, 2012

Desejos incontroláveis


Toda vez que me arranha
Me domina.
Faça-me perder os pudores, moço.
Deixa-me nua
E me atira na cama

Faça-me tua e me arranhe o quanto quiser!

O rosto
O colo
As coxas.

Não peço mais nada!

Deixa essa barba por fazer
E deixe-me ser dela
E tua.

Me arranhe toda
Coma crua
e suje a barba.
-ICS

novembro 05, 2012

Que saudade do meu velho




Hoje eu acordei pensando ter ouvido tua risada
Senti teu cheiro no ar e tua mão me alcançando a cuia.
Pensei ter acariciado teus cabelos prateados
E acreditei ter ouvido você batendo a bainha da faca na mesa
Só pra me assustar

Quis tanto que fosse verdade!

Sinto muito a tua falta, meu velho.

Sinto falta de coisas que nem fiz.

Queria dedicar-te meu diploma

Ao te ver sorridente me aplaudindo
De bombacha!
-porque homem mesmo não usa fatiota, usa bombacha e lenço vermelho!

Queria entregar nos teus braços o meu filho

Para que brincasse como fazia comigo.
Queria passar fins de tarde tomando chimarrão
E contando-te do meu dia corrido.

Queria que me ensinasse a jogar bisca mais mil vezes

-Porque essa guria não aprende nunca!

Na verdade, só queria dar uma volta no Opala
Olhar-te nos olhos
Dizer que te amo
E que sinto tua falta.

-ICS